Para controlar a propagação do Covid-19, várias empresas a nível mundial estão a aderir ao trabalho remoto.
O trabalho remoto, teletrabalho ou home-office, já é um modelo de trabalho aplicado em todo o mundo, e numa situação de pandemia como a que estamos a viver, garantem a continuidade das operações das empresas, enquanto diminuem as chances dos funcionários adoecerem.
E por cá, estarão as empresas portuguesas preparadas para adotar o trabalho remoto?
A EDP decretou que metade dos seus trabalhadores vão laborar em regime de teletrabalho a partir da quarta-feira (11/03), na sequência de uma atualização do plano de contingência da empresa contra o Covid-19.
Trabalhar de casa é um sonho para muitos profissionais. E, ao mesmo tempo em que pode melhorar a qualidade de vida dos funcionários, esse modelo pode auxiliar grandes cidades como Lisboa e Porto a encontrarem soluções para os problemas de mobilidade ou a crise dos preços na habitação.

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No Brasil, grandes empresas como a Ticket, Gol, Netflix, Locaweb e Philips já oferecem a possibilidade do trabalho remoto e jornada de trabalho flexível em alguns setores.
Uma vez que as companhias comecem a optar pelo trabalho remoto, elas vão avaliar os benefícios deste regime. As cobranças de energia elétrica diminuem e trabalhadores param o serviço com menos frequência, o que teoricamente pode aumentar a produção.
Porém, o desconhecimento e a forma atabalhoada da sua implementação, bem como o seu carácter excepcional, pode resultar num desconforto com um modelo de trabalho descentralizado.
Sou adepto assumido do trabalho remoto e espero que esse momento de calamidade que estamos a atravessar possa trazer boas oportunidades relativamente a uma mudança da cultura de trabalho em Portugal.